quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Bola de neve . Focus


E quase que passava o resto do mês de Fevereiro sem escrever algo no meu blog.
Hoje pediram-me para manter o meu blog sempre actualizado. É o que nos é exigido, um sem número de tarefas, sempre num patamar superior de exigência e quem perder o próximo comboio a ligação fica difícil, os elos quase se desfazem e a actualização é mais complicada, sobretudo para quem quer estar sempre a par dos que vão na linha da frente. É tramada esta dinâmica, esta bola de neve que nos envolve.
Ontem deitei-me a fazer um exercício mental: as dificuldades vs tarefas, numa espécie de check list mental, de forma a varrer o secundário e a valorizar o prioritário/importante. Focalizar dizia no outro dia não sei quem. Focus, para quem optar pelo estrangeirismo. Focus pessoal, FOCUS, sem distrações, nem manobras abrasivas que só criam obstáculos e efeitos desejáveis ou positivos nenhuns ou quase nenhuns.
Focalizar nos nossos objectivos pessoais, na nossa vida, no que realmente importa no mundo de casa e do trabalho. Em tempo de crise, focalizar - uma mensagem para os políticos também.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Agradável surpresa


Pois é, agradável surpresa de parte a parte, quer da minha face ao grupo, quer do grupo face a mim. É bom ouvir elogios, quando estes são sentidos, quando não existe qualquer tipo de pressão ou limitação a influenciar a demonstração de sentimentos.
Claro que o desejo é agradar a todos. Lembro-me que quando comecei a trabalhar era essa a minha maior preocupação. Alguns compreendem e respeitam esse período, outros tomam maior liberdade e julgam-se senhores de nós próprios, depois resulta em arrependimento, ou seja, 2 passos atrás na confiança conferida ao longo do período inicial, porque a maioria das pessoas não merece.
Pé ante pé foi assim que recomecei. Inicialmente e por precaução, o grupo sofreu da minha desconfiança, do meu afastamento, de um sublinhar de espaços. Lá vieram os trabalhos, o avançar da matéria, a cumplicidade, a envolvência, o compromisso. Tarefa cumprida? Objectivos alcançados? Poderia ter sido melhor, mas o tempo atraiçoa-nos.
E, ao fim e ao cabo, todos os dias são dias para coisas positivas.
Metodologia, objectividade, direcção e até a exigência no trabalho constante - foi a acusação que o grupo me dirigiu e muito boa acusação. O grupo reconheceu que só assim conseguiu fazer a ficha avaliativa final sem muito estudo (embora pudessem ter estudado um pouco mais).
É bom ouvir elogios!
Reconfortam.
Sobra no fim a surpresa agradável: inicialmente de pé atrás, de ambos os lados (como eles são? - pensava eu; o que é que esta "miúda" nos tem para dar? - pensavam eles). No decorrer do tempo, no agarrar os compromissos, no envolver as pessoas nos objectivos e nos métodos, no baixar as armas... resultado: agradável surpresa.
Ontem foi o fim de mais uma fase.
Espero encontrar este grupo algures. Cruzarmo-nos ao acaso. E todos bem!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

É o acaso que determina a nossa vida

Ontem comecei assim as minhas aulas de Marketing Internacional.
De facto o grupo de alunos com quem este semestre me cruzei é estimulante, receptivo a este tipo de abordagem, em todo diferente das abordagens académicas que estamos ou que estávamos (espero eu...) habituados até há uns tempos atrás.
No final, quase os convencia com os 50% vs 50%, ou seja, 50% da nossa vida fica encarregue ao acaso, como se fosse o sal da nossa vida, o inesperado e os restantes 50% à determinação, à garra que temos, à vontade que demonstramos quando nos deparamos com o acaso. :) Bonita a vida!
Pois é, acredito que muita coisa nas empresas acontecem por acaso e os visionários, os líderes, os patrões agarram ou não esse acaso e o conseguem reverter em coisas boas para a saúde das empresas. Esta é uma visão mais empresarial da afirmação, claro, porque se começámos a discutir a afirmação mais ao nível pessoal, depois tive que a trazer mais para a vida das empresas, do Marketing Internacional.
Provavelmente a divisão dos 50 vs 50 não é assim tão linear, mas 40 vs 60 ou por aí. Se formos mesmo à origem apercebemo-nos que existe sempre a mão do acaso. Mas será o acaso uma justificação cómoda para as situações que nos acontecem? (sejam elas boas ou más, ou posteriormanete transformadas em boas ou más, dependendo da garra que temos). Será porque somos um povo que gostamos de acreditar no acaso? Bem, as teorias deterministas serão mais racionais e explicam tudo ou quase tudo, pelo menos tentam. Mas será que assim a vida tem graça?
Por acaso hoje estou e ontem estive para aqui virada: filosofias! :)
Boa semana.