quarta-feira, 25 de março de 2009

Falar dos outros

Falar dos outros é feio, mesmo feio de facto.
Mas quando somos puxados a colocar um rótulo na testa de uma pessoa, por preconceito, por n razões que não estão aqui a ser discutidas, deverá ser um processo cuidadoso.
Tomo sempre, ou vá lá quase sempre, este processo de forma muito intuitiva, prefiro que cheguem livremente à mesma conclusão/opinião que eu tenho de uma determinada pessoa, ao tal rótulo que lhe ponho nem que seja mentalmente. Isto para não criar tendencialismos, ou influênciar.
Ficamos com um sorrisinho na cara quando esse rótulo que nós colocamos se confirma na realidade e a vontade é dizer "eu bem sabia", "eu tinha razão", ou ainda "bem vinda(o) ao mundo real".
É, existem diferenças mesmo entre pessoas agressivas: há as que não olham a meios para atingir os fins, colocando em causa o trabalho de equipa; e depois há as que, mesmo tendo atitudes agressivas, têm ou reconhece-se nelas humildade quando erram.
E é desta salada de fruta em figuras humanas que nós nos temos que orientar...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Surpresa

Às vezes as pessoas surpreendem-nos pela positiva. Julgamos nós, por preconceito talvez, que as pessoas reagem de determinada forma a determinados assuntos, vamos preparados para essa reacção, mas depois somos supreendidos, digamos que "apanhados na curva" e toda a "armadura" de que nos fomos protegendo é rapidamente desfeita.
Acaba por ser bom. São surpresas agradáveis. Sentimo-nos reconfortados. Voltamos a acreditar!

quarta-feira, 18 de março de 2009

É bom ter-se medo!

É bom ter-se medo. É sinal que temos algo a perder.
E mesmo com medo é melhor "ter" alguém a nosso lado, mesmo no silêncio, do que estar só.
Todos os dias tenho medo.
É bom ter-se medo.
Valorizamos aquilo que temos.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Aparências . Transparências


É destes meandros que a nossa vida se faz.
Julgamos nós que os outros não vivem só de aparências, mas de facto o que mais se vê são as aparências. Ser transparente não fica bem, não é correcto. Ser transparente para o mundo e dizer alto o que sentimos, o que nós somos, em que acreditamos, expormos os nossos medos, não, isso não é correcto. O mundo está nas aparências, é melhor, mais fácil, não levanta tantas dúvidas, nem sequer a pergunta do "e tu estás bem?".
"Aparentemente é isto". Não, o que se afirma é apenas "é isto", o aparentemente fica-se ao acaso, mas de facto opina-se no que é aparentemente, porque dá trabalho procurar as transparências.
É assim que é a nossa vida.
E nós ou nos encaixamos nisto, ou nos encaixamos nisto. Não há alternativa.
Vivamos as aparências, convencidos que estamos a ser transparentes connosco próprios.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Privilegiam-se os que erram

De facto o mundo está para os que erram, os que são corruptos, os que se servem de lacunas do sistema, beneficiando com elas.
Chama-se Marketing pessoal? Eu prefiro não acreditar nisso, sim porque os profissionais de marketing regem-se por condutas éticas. Mas o que é certo é que estas pessoas saem sempre impunes das situações e ainda recebem uma salva de palmas, como se fizessem algum acto heróico.
E os outros? Os outros, ai os outros... Os outros ficam-se pelo seu dia a dia, a fazer aquilo que julgam ser para o bem da humanidade, dentro de balizas de valores, princípios e acabam esquecidos, ignorados e até desprezados, porque "nada fizeram" aos olhos dos dirigentes, da sociedade, sobretudo de quem supostamente manda.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Sempre a abrir


Crise? Qual crise? Pelo menos na quantidade de trabalho não há crise. O abrandamento é necessário, mas as exigências do mercado são mais fortes e levam-nos a andar sempre a correr.
Engraçado, parece um contracenso: em tempos de crise, a azáfama é maior, a quantidade de trabalho duplica, provavelmente é o stress de encontrar soluções à crise, a fuga para a frente.